quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Juvenatrix 125

O editor fã Renato Rosatti acaba de anunciar o lançamento da edição 125 do fanzine de terror Juvenatrix, um dos mais antigos em atividade.
A edição, que é distribuida em forma de arquivo digital, tem 47 páginas e traz notícias e divulgação de livros, quadrinhos, fanzines, blogues, eventos e bandas de metal extremo, contos de Emanuel R. Marques, Matheus Ferraz e Mario Carlos Carneiro Junior, HQ de Sandro Santos e Mario Carlos Carneiro Junior e muitos artigos e resenhas de livros e cinema, incluindo uma grande lista dos filmes da Hammer e da Universal, pesquisada por Alaerte Golzenleuchter. A capa estampa uma bela ilustração assinada por Rafael Tavares.
Solicite ao editor uma cópia do arquivo, pelo email renatorosatti@yahoo.com.br.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Coisas frágeis 2, Edição especial

Chegou hoje uma compra que fiz na loja virtual Submarino. Entre as encomendas, o segundo volume da antologia Coisas frágeis, do escritor britânico Neil Gaiman, publicado pela editora Conrad este ano. A primeira parte saiu em 2009, com quase a metade dos texto da edição original limados pela editora brasileira. Não acredito que então houvesse a intenção de lançar esta segunda parte, mas talvez o fato do primeiro livro ter sido bem aceito e do autor, em vista a Flip naquele ano, ter criticado a parcialidade da edição, tenham motivado a publicação do material que faltava. Sorte nossa, pois há dois trabalhos premiados ente eles ("Hora de fechar" e "Noivas proibidas dos escravos sem rosto na casa secreta da noite do temível desejo", ganhadores do Prêmio Locus para melhor conto, respectivamente em 2004 e 2005).

Como gostei sobremaneira da primeira parte, a princípio planejei comprar a edição na livraria, e talvez o fizesse apesar do preço salgado: R$43,00. Mas com outras prioridades adiante, fui postergando a compra até que, por acaso, dei de cara com o título na Submarino pela bagatela de R$10,00. Uma oferta imperdível.
A Submarino tem frequentes iniciativas promocionais desse tipo, nas quais oferece títulos de seu estoque a preços muito baixos, e já aproveitei várias delas (aliás, o primeiro volume de Coisas frágeis também estava disponível pelo mesmo preço). O que surpreendeu é que se tratava de um livro muito recente.

Quando comentei o fato com meus colegas, fiquei sabendo que a edição vendida na Submarino era graficamente mais simples que a das livrarias. E, de fato, isso se confirmou.
Mas as diferenças são apenas cosméticas, como o papel do miolo, que é off set alta alvura, e não o pólem amarelado da edição oficial. A encadernação não é costurada, mas fresada e colada, e a capa não tem orelhas, não tem relevo seco nem reserva de verniz no título, embora mantenha a laminação fosca. Um selo "Edição especial" no canto inferior direito da capa, identifica a edição que, inclusive, tem outro ISBN. A edição normal é 9788576163985, e a esta, mais barata, é 9788576164456.
Contudo, longe de me incomodar, fiquei esperançoso, porque é a primeira vez, em muito tempo, que uma editora brasileira produz uma edição popular simultaneamente a um lançamento importante de seu catálogo.
Sou um entusiasta dos livros populares, pois a literatura não deve ser um produto elitista, de luxo, mas uma arte ao alcance de todos. Não que não se possam fazer edições de luxo. Há mercado também para esse tipo de tiragem, com capa dura e outras sofisticações. Afinal, um livro impresso em um papel durável e bem encadernado pode durar centenas de anos numa estante e é certamente o tipo ideal de exemplar para se ter numa biblioteca pública, por exemplo, onde há muita rotatividade. O custo elevado será diluído pela durabilidade e pela quantidade de vezes que o exemplar será lido e relido ao longo dos anos.
Nos EUA, um mesmo título é disponibilizado em várias apresentações: bolso, paperback, hardcover, em pano, em couro, embalados em caixa de madeira, numerados e autografados pelo autor etc, cada produto dirigido a um nicho de mercado específico. Seria bom se as editoras brasileiras adotassem esses mesmo critérios. Pelo menos a novata editora Underworld tem anunciado seus lançamentos sempre em duas versões: com e sem capa dura. Mas parece ser apenas uma promoção de lançamento para fãs e colecionadores.
A única coisa estranha é que as diferenças entre as duas edições de Coisas frágeis 2 são muito discretas para justificar a gritante diferença de custo final. Fico imaginando se a Conrad fizesse edição de bolso em papel de polpa e capa em cuchê, como os livros da saudosa Coleção Argonauta, da editora portuguesa Livros do Brasil, talvez pudesse vender os exemplares por menos de R$5,00. Este é um sonho improvável, infelizmente.
Enfim, apesar de ser uma das editoras que mais esfolou seus leitores nos últimos anos, a Conrad agora fez por merecer os parabéns por essa iniciativa. Tomara que continue a fazê-lo.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Cebola jovem


Maurício de Sousa não perde tempo e já criou um novo título para sua nova franquia editorial. Trata-se do álbum Cebola Jovem Especial: O grande prêmio, no qual as versões adolescentes de Cebolinha e sua turma se envolvem em uma história de ficção científica inspirada no longa do cinema Tron: O legado. Cebola exibe toda a sua habilidade num novo videogame de corrida, sem saber que ele é um teste para uma corrida espacial de verdade. Seria também um eco de O jogo do exterminador, de Orson Scott Card?
A boa notícia é que os desenhos já não lembram tanto os mangás e, pouco a pouco, reencontram o estilo elegante e simples que sempre caracterizou o trabalho do estúdio de Maurício de Sousa.
A publicação tem 98 páginas em cores e custa R$9.90.

Manara e as mutantes

O envolvimento de quadrinhistas europeus no universo dos super-heróis sempre rende momentos memoráveis, como quando o artistas francês Jean 'Moebius' Giraud realizou uma histórica grafic novel para o Surfista Prateado.
Agora é a vez do italiano Milo Manara, especialista em quadrinhos eróticos, emprestar seu gigantesco talento para uma aventura dos heróis Marvel. Trata-se de X-Men: Garotas em fuga, que acaba de chegar às bancas pela Editora Panini.
A história foi escrita por aquele que é considerado o melhor roteirista dos X-Men, Chris Claremont, e tem a participação de Vampira, Psylocke, Kitty Pride, Tempestade e Rachel Summers, no paradisíaco cenários das ilhas gregas. O álbum também apresenta uma entrevista e muitos esboços do artista italiano.
A edição é luxuosa, com capa cartonada e papel especial, tem 64 páginas coloridas e custa R$14,90. Apesar do tema batido, merece a atenção dos apreciadores do bom quadrinho.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Novas especulações sobre a criação & Os golens

Acabei de receber a antologia poética Novas especulações sobre a criação & Os golens, de autoria de José Ronaldo Viega Alves, gaúcho de Sant'Anna do Livramento que mantém uma produção bastante regular, publicando pelo menos um livro por ano, às vezes até dois, e já reunindo em seu currículo mais de duas dezenas de volumes publicados.
Viega Alves gosta de trabalhar com temas inusitados, como a fantasia e a ficção científica, e embora não seja um poeta gótico, as vezes avança também no terror.
O volume, de 68 páginas, está dividido em três partes: "A criação", "Os golens" e "Outras poesias", esta a mais longa da coletânea. A maior parte dos poemas ocupa apenas uma página, de modo que é um livro que se lê rapidamente.
Ao longo do tempo, Viega Alves desenvolveu um estilo lírico e enxuto, de leitura fácil e imagens vibrantes. Como, por exemplo, em "Quando os relógios não tinham ponteiros":
O tempo lá na infância/ fluía bem mais devagar? / Por que essa consciência / de que aqueles dias / eram mais inteiros? / Brincar, brincar e brincar... / O que eu não consigo lembrar / é se os relógios tinham ponteiros.
O livro tem acabamento artesanal e foi publicado pela editora alternativa Opção2. Mais informações sobre este e outros livros do autor pelo email da editora: arthur.goju@bol.com.br, ou diretamente com o autor, pelo correio: Rua Hugolino Andrade, 741, Centro, Sant'Anna do Livramento/RS, 97574-010.

QI 106

Chegou pelo correio o número 106 do fanzine Quadrinhos Independentes, editado em Brasópolis por Edgard Guimarães. A publicação, que quase foi cancelada no número 100, seguiu adiante e já completa o primeiro ano na nova dinâmica comercial, distribuído unicamente a assinantes.
A edição encarta a cédula de votação do Prêmio Angelo Agostini e destaca um artigo em que Leonardo Santana aponta seus dez quadrinhos favoritos. Traz uma HQ de Anjos e mais quatro páginas de "Fazenda de robôs", de Guimarães, o catálogo de lançamentos (com a divulgação do Anuário 2009, obrigado por isso, amigo!) e a seção de cartas, a mais parruda da edição. Destaque para a opinião de Maurício dos Santos, com um depoimento emocionado sobre o desaparecimento dos fanzines brasileiros, na opinião dele, obliterados pela onipresença da internet. Mas é bom que se diga que o grande rede não tem culpa da falta de convicção dos antigos fanzineiros. A verdade é que a maior parte deles nunca quis ser independente e só o foi por falta de opção. Atualmente, o sonho de profissionalização não passa mais pelos fanzines pois a internet é muito mais eficiente como vitrine. Os que seguem publicando são aqueles editados por fanzineiros fiéis e militantes.
Como este número completa a assinatura, o editorial conclama os leitores a renovarem suas assinaturas para as 6 edições de 2011, por apenas R$20,00. É a chance de quem está a fim de fazer parte deste exclusivo "clube de leitores". Para mais informações, entre em contato com o editor no email edgard@ita.br.
Ah, Edgard Guimarães avisa também que a editora independente Marca de Fantasia publicou, em edição virtual, o seu livro de ensaios Estudos sobre histórias em quadrinhos, com um estudo aprofundado sobre a linguagem das HQs, compilando mais de uma dezena de artigos publicados em congressos de comunicação. O livro custará apenas R$5,00, e com certeza deve valer a pena.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Angela entre dois mundos

A Devir Livraria acaba de anunciar a publicação do novo romance inédito de Jorge Luiz Calife, Angela entre dois mundos. Trata-se de uma prequela à "trilogia" Padrões de contato, republicada pela Devir em 2009 em um único volume.
Calife é considerado o principal expoente da ficção científica hard brasileira e seus romances anteriores são muito bem avaliados pelos leitores, o que é garantia de satisfação. Em time que está ganhando, não se mexe.
Diz o relise: "Tem início a saga humana que se expandirá galáxia afora, conduzida pela superinteligência da Tríade, e a partir da perspectiva da bela e imortal Angela Duncan, a escolhida para nos servir de guia por uma jornada rumo ao desconhecido."
O romance, que tem 216 páginas e traz na capa uma elegante ilustração de Vagner Vargas, já está anunciado no saite da editora, aqui.

Hugos e Nebulas entre nós

Quando eu era mais jovem, lá pelos idos de 1980, eu outros fãs de FC&F sonhávamos que um dia teríamos a mais moderna FC&F traduzida aqui. Que poderíamos ler, sem atraso, os mais importantes trabalhos recentes do gênero.
Até então, o que aparecia por aqui era coisa dos anos 1950 e 1960. As poucas novidades vinham de Portugal, mas eram difíceis de encontrar e comprar.
Havia pouquíssima FC&F nacional para ser lida e praticamente nenhum estudo de análise, exceção feita a um poucos e raros títulos, como o valioso Introdução ao estudo da science-fiction, de André Carneiro que, de qualquer forma, se refere muito mais a literatura estrangeira.
Então, o que referendava a qualidade da FC&F naqueles tempos – e ainda hoje – eram os principais prêmios norte americanos, o Hugo – o "Oscar" da FC&F votado pelos fãs e entregue durante as convenções mundiais – e o Nebula, prêmio da SFWA, que tem perfil mais acadêmico.
O que tirou um pouco do nosso atraso histórico foi, em 1990, a publicação no Brasil da Isaac Asimov Magazine, pela editora Record. Nela pudemos ler muitos dos contos e novelas indicados aos prêmios, bem como alguns ganhadores, e fizemos contato com os autores da mais moderna FC&F que se produzia nos EUA. Mas a IAM durou pouco mais de dois anos e desapareceu para nunca mais voltar. A partir daí, ficamos novamente sem referencial.
Quem lê em inglês ainda pode ter a possibilidade de comprar os livros e revistas originais e ficar mais ou menos atualizado, mas os demais dependem da boa vontade e do gosto das editoras.
Pelo menos neste século tivemos sorte. Alguns dos romances vencedores do Hugo foram aqui publicados no mesmo ano, ou quase, de seu lançamentos nos EUA.
A partir de 2001, quando a editora Rocco publicou Harry Potter e o cálice de fogo, de J. K. Rowling, ganhador do Hugo de melhor romance naquele ano, tivemos uma boa sequência de lançamentos simultâneos.
Em 2002, foi a vez da editora Conrad trazer ao Brasil o ganhador do ano, Deuses americanos, de Neil Gaiman. No anos seguinte, a Rocco traduziu a novela Coraline, também de Gaiman, vendecedora da categoria em 2003.
Voltamos a um romance vencedor em 2005, Jonathan Strange & Mr, Norrel, de Susanna Clarke, publicado pela Companhia das Letras. A mesma editora também publicou em 2009 o surpreendente Associação Judaica de Polícia, de Michael Chabon que, além do Hugo 2008, ganhou o Nebula da SFWA.
Em 2010, a Rocco reassumiu a dianteira publicando O livro do cemitério, de Neil Gaiman, vencedor do Hugo em 2009.
2010 teve dois vencedores empatados no Hugo: The city & the city, de China Miéville e The windup girl, de Paolo Bacigalupi, este também vencedor do Nebula. Até poucos dias não havia notícias da tradução de qualquer um deles, e parecia que os melhores romances de FC&F do ano não iam aparecer por aqui.
Mas a editora Devir Livraria acabou de anunciar que está traduzindo o romance de Bacigalupi para ser lançado em 2011, ainda sem título em português. Uma notícia excelente, que coloca a Devir na linha de frente da vanguarda editorial da FC&F e já garante o título nas resenhas do Anuário 2011. Que beleza!
Mas há muitos outros títulos interessantes a disposição das editoras, também chancelados por esses prêmios. Para uma visão mais completa, veja todos os vencedores do Hugo aqui, e do Nebula, aqui.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Revista CT

Já fazia algum tempo que eu tentava ler a Revista CT, editada por Cristiano Rosa e Emerson Marques para o saite Criando Testrálios, mas sempre dava com a cara na porta. O saite esteve fora do ar por vários meses, mas agora finalmente retornou e todas as doze edições da estão disponíveis para download gratuito.
Vale a pena baixá-las, pois trata-se de uma publicação despretenciosa e muito bem feita, cheia de informações interessantes sobre livros e cinema de FC&F, com artigos, resenhas, entrevistas e valiosíssimas divulgações de títulos difíceis de identificar em outros saites. Recomendo.

Duna em quadrinhos

Há cerca de trinta anos, quando as sagas de ficção científica começaram a bombar no cinema, havia muita expectativa pela adaptação do megarromance de Frank Herbert, Duna, publicado em 1966.
A revista francesa Metal Hurlant divulgara algumas imagens de pré-produção, de uma adaptação que estava sendo elaborada por Moebius e Jodorowsky que, infelizmente, nunca chegou a se efetivar.
Mas o filme viria em 1984, numa luxuosa produção de Dino di Laurentis, dirigida por David Linch; uma versão que não agradou aos fãs do livro e nem ao próprio diretor, que renega o título em seu portfólio, mas que fez a minha cabeça. O estilo de Linch deu um à história um sabor diferente, enigmático e perturbador. Depois de ver o filme, fiquei siderado por semanas e quando finalmente li o romance, minhas impressões ficaram ainda mais intensas.
Li com grande prazer toda a série, publicada no Brasil pela editora Nova Fronteira, e embora tenha lido muito outros livros impressionantes, Duna ainda é o livro que me causou maior impacto estético e emocional.
Por isso, tentei por todos os meios conseguir a adaptação em quadrinhos que a Marvel publicou, com desenhos de Bill Sienkiewicz e roteiro de Ralph Macchio, baseado no filme. Cheguei a ter um exemplar em mãos, mas era de um colega que não o queria vender. Essa é realmente uma peça que faz falta na minha coleção.
Agora posso pelo menos reler a publicação, que foi disponibilizada na internet pelo blogue Grantbridge Street. Aproveite e curta esta raridade, que vale muito a pena. O trabalho de Sienkiewicz ainda guardava o estilo realista, embora já apresentasse os sintomas do delírio gráfico que viria mais tarde. E talvez ficasse ainda melhor.
Mas se preferir ler o romance, que ganhou todos os prêmios da ficção científica, aproveite que a editora Aleph acaba de reeditá-lo.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Para o infinito e além!

Escarafunchado na internet, encontrei dois belos modelos de papel que vão interessar aos fãs de ficção científica literária.
Um deles é a gigantesca espaçonave esférica Entdecker, inspirada nos romances Perry Rhodan, uma dos mais bem sucedidas séries de ficção científica em todo o mundo. As peças e as instruções de montagem da nave estão disponíveis no saite oficial do seriado alemão, aqui.
Outro modelo muito curioso e elegante é o Stubby Rocket, que nada mais é que o logotipo da Tor Books, disponível no saite da própria editora. O desenho lembra os foguetes imaginados pelos ilustradores dos anos 1930, como os vistos nas histórias em quadrinhos de Buck Rogers e Flash Gordon.
Vale a pena imprimir e montar. São modelos de baixa dificuldade, que até uma criança consegue armar, e o resultado é uma belíssima peça decorativa.

"Bistrô" Moon Shadows

Os valentes que compareceram ao batepapo do Anuário 2009 na Livraria Moon Shadows na cálida tarde do último dia 4 de dezembro não se arrependeram. A casa preparou uma linda e deliciosa mesa redonda para o evento, recheada de pães de queijo irresistíveis, que deram o tom descontraído da conversa.
Lá estiveram, além dos autores do Anuário, Cesar Silva e Marcello Simão Branco, os amigos Alexandre Yudenitsh, Alfredo Kepler - ex-presidente do CLFC - e os escritores Adriano Siqueira, Daniel Borba e Fernanda Matias, que nos apresentou seu romance de estréia Almas gêmeas, que a autora afirma não ser chiquelite, mas sim uma história de fantasia com toques de ficção científica, uma vez que a Fernanda é cientista profissional da área de microbiologia.
O papo rolou solto, e conversamos sobre as origens e a evolução do Anuário, sobre os critérios de avaliação, o processo de elaboração de cada edição, e sobre o atual momento da literatura fantástica no país. Foi um dos eventos mais agradáveis dos quais já participei: as duas horas programadas voaram.
A seguir, alguns instantâneos tomados durante o evento, que mostram o cenário maravilhoso da Moon Shadows, que é uma das lojas especializadas em FC&F mais sortidas de São Paulo.
Muito obrigado pela excelente recepção.




segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

B9 tem publicação real


O folhetim de ficção científica B9, de Simone Saueressig, já comentado aqui, ganha este mês uma versão real, em papel, pela editora por demanda Clube de Autores.
Simone conta em seu blogue, que se trata de uma promoção de Natal da editora, que antecipou o o lançamento como uma oferta especial para o mês, disponível apenas entre os dias 1 e 20. Depois, o livro sai de catálogo e volta somente em 2011.
Por isso, quem está ansioso para saber como termina a saga do jovem piloto Douglas Carges e seus amigos na movimentada jornada a bordo da gigantesca, avariada e dacadente espaçonave NCA4468 encalhada na órbita de um buraco negro, é a hora certa para fazer um bom negócio.
O volume tem 312 páginas e está sendo comercializado aqui ao preço de R$ 40,25 mais despesas de frete.
A editora Clube de Autores também dispõe do romance de fantasia O jogo no tabuleiro, da mesma autora. Aproveite seu décimo terceiro e compre os dois, que estão entre os melhores textos de FC&F publicados no Brasil nos últimos anos.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Os melhores da FC

Listas de melhores em qualquer campo são sempre um rico material de debates e controvérsias. Mesmo quando se fazem pesquisas de preferência, sempre há alguma contaminação pela popularidade de algum trabalho que está bombando, ou por alguém que goza de um prestígio sazonal.
Então eu achei bem legal a lista que o saite da revista argentina Cuasar publicou, relacionando os 50 maiores clássicos da ficção científica. Isso porque os pesquisadores americanos James Wallace Harris e Anthony Bernardo analisaram um grande número de obras de referência e tabularam a quantidade de vezes que cada trabalho foi citado, um critério que parece bastante mais confiável.
A maior parte dos livros está disponível em língua portuguesa, seja em edições brasileiras, seja em lusitanas, e pode ser encontrada com um pouco de esforço. Mas há na relação um bom número de títulos inéditos que pode servir de indicação para as editoras que pretendem ganhar relevância em seus catálogos dento do gênero.
Minhas preferências pessoais são um pouco diferentes, mas não posso deixar de concordar com o significado inquestionável de todas essas obras para a FC.
Quer saber o que você tem que ler antes de morrer? Não perca mais tempo: confira essa interessante lista aqui.